Opinião | A Praia das Pétalas de Rosa – Dorothy Koomson

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Quem diria que eu iria ler um livro da Dorothy Koomson. Sabem quando olham para a capa de um determinado livro e pensam que vai sair de lá uma história melosa e cheia de drama? Bem, era o que me acontecia quando via esta capa.
Ao ver que a classificação do livro no goodreads estava entre as quatro e as cinco estrelas fiquei um tanto ou quanto intrigada e, por isso, decidi arriscar e ver se as minhas suspeitas se confirmavam ou acabava por me surpreender. Será que adivinham qual foi a minha reação? Só vos digo isto, não julguem o livro pela capa.

Tamia quando se vê confrontada com a possibilidade de o seu marido, Scott, ser acusado de suspeita de violação, todo o seu mundo desaba naquele momento. Aquilo que idealizava ser uma vida perfeita, junto da pessoa que amava é logo abalada com aquela tragédia. A polícia levou o Scott para interrogatório e, Tamia, ansiosa para saber a razão daquela acusação vai para a esquadra exigindo uma explicação, visto que quando o levaram não lhe revelaram a razão.
A partir daqui, a protagonista vai ter de enfrentar determinadas situações que a levam a questionar a integridade das pessoas que lhe eram mais próximas e que, de certa forma, traíram a sua confiança. Vai ver que afinal a sua vida não passava de uma ilusão e que a realidade lhe estava a passar ao lado. Quando dá conta disso, toda a verdade arrebate-a de uma maneira da qual não esperava. Será que tem força para conseguir ultrapassar?

Eu adorei este livro! Não é por acaso que lhe dei cinco estrelas e, afirmo com toda a certeza, que foram bem merecidas, sem dúvida. A escrita da autora é simples, completa e viciante e faz o leitor ficar preso à história. A narrativa fluía à medida que se virava a página. As descobertas e as revelações começavam a ficar cada vez mais interessantes e intrigantes.
Recomendo-o muito. E enganem-se se é só um romance, sim, tem a sua quota parte de romance mas também de thriller, de mistério, de acontecimentos que não estávamos à espera e que a Dorothy os descreveu muito bem.

O único defeito a acrescentar é a capa. Acho que podiam ter feito uma capa diferente. Com tantos elementos importantes que nos são revelados penso que poderiam ter explorado de uma outra forma. O que me levou a ler este livro foi a classificação atribuída no goodreads, como referi em cima. De outra forma não lhe teria pegado. E já viram o que eu ia perder?

Não me podia ter estreado da melhor maneira com a Dorothy Koomson. Espero que os próximos sejam tão bons ou melhores do que este.

Até à próxima 😀

Título Original: The Rose Petal Beach – Dorothy Koomson
Título em Português: A Praia das Pétalas de Rosa – Dorothy Koomson
Editora: Porto Editora (abril de 2013)
ISBN: 978-972-0-04447-1

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Filme | Aloha – Opinião

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Tinha este filme na minha wishlist e, finalmente, quando ele deu na televisão pus logo a gravar para poder ver mais tarde. Não passou deste fim-de-semana.
Não sabia do que se tratava, pois não tinha lido nada acerca dele. Apenas tinha visto o poster do filme e os atores que entravam. Fiquei logo interessada. Bradley Cooper, Rachel McAdams e Emma Stone… o que se pode querer mais?

Aloha conta-nos a história de Brian Gilcrest um ex-militar que se desloca até ao Havaí para negociar um acordo com os nativos havaianos e supervisionar um satélite armado criado por um milionário, Carson Welch.
Quando aterra na ilha, depara-se com a sua ex-namorada, Tracy e com uma piloto, pertencente à Força Aérea, Allison. Esta foi destacada para o acompanhar durante a sua estadia e, mais tarde, vai tentar dissuadi-lo a parar o lançamento do satélite.

Brian é uma personagem que estava presa ao passado, muitas coisas lhe correram mal e ele acabou por se resignar e perder a fé, mas tudo muda quando conhece Allison. Começa a ver a vida de uma outra forma. Aquilo que lhe faltava, a motivação, ela tinha que sobrasse, levando com que ele começasse a querer conhecê-la melhor. Sentiu-se  contagiado com a sua autoestima.

Allison foi a minha personagem favorita. Era uma rapariga alegre, bem-disposta e enérgica. Esforçava-se para alcançar os seus objetivos. Quando algo não corria como planeado, tentava sempre arranjar uma solução.

Posso dizer que este filme está bem conseguido, pois consegue passar-nos uma mensagem de que, quando tomamos determinadas decisões no passado e este nos corre mal, temos de ter força para superar essas adversidades, pois vão-nos fazer crescer e olhar para a vida de uma maneira diferente.

Quem gostar de comédias dramáticas românticas aqui tem uma sugestão que integra todas estas categorias. Não se vão arrepender. Vai fazer-vos pensar e rir ao mesmo tempo com algumas das cenas.

Até à próxima 😀

TAG | NY Times By The Book

TAG - NY Times By The Book

E porque estou a tentar diversificar o conteúdo aqui no blog, hoje trago-vos uma tag muito engraçada que vi no canal Espaço de Livros.
São dez perguntas das quais irei responder o melhor que conseguir.

  1. Que livro tens na tua mesinha de cabeceira neste momento?
    Neste momento, tenho a “A praia das pétalas de rosa” de Dorothy Koomson.
  1. Qual o último livro verdadeiramente bom que leste?
    “A verdade sobre o caso de Harry Quebert” de Joel Dicker. Adorei tudo! A história, a escrita e a capa. Recomendo muito este livro. É um dos meus preferidos.
  1. Se pudesses conhecer qualquer escritor – vivo ou falecido – quem quererias conhecer? O que gostarias de lhe perguntar?
    Esta é difícil porque não tenho aquele desejo súbito de conhecer autores, mas talvez gostasse de conhecer a Colleen Hoover, a Camilla Lackberg, Joel Dicker… E o que lhes perguntaria? Bem, aquelas perguntas clichés de como é que arranjam inspiração para escreverem os seus livros. Em que é que se baseiam para reproduzirem as histórias.
  1. Que livro ficaríamos surpreendidos de ver na tua estante?
    Qualquer livro de fantasia ou distopia.
  1. Como é que organizas a tua biblioteca pessoal?
    Eu organizo as minhas estantes por ordem alfabética de autores. O autor com a letra A, B e assim por diante. Gosto de ver, por exemplo, quando tenho duologias, trilogias de os ver todos direitinhos e ao lado uns dos outros.
  1. Que livros sempre quiseste ler, mas ainda não tiveste tempo? Que livro te trás mais vergonha de ainda o teres lido?
    “Em Parte Incerta” de Gillian Flynn. Não foi por não ter tempo, mas porque à sempre um livro que se mete à frente e acabo por adiar a leitura. Mas gostava de o fazer até ao final do ano porque estou ansiosa por ver o filme.
    Não é vergonha, mas pronto é aquela situação em que toda a gente leu menos eu e estou a falar de Harry Potter. Sim, eu nunca li Harry Potter nem sequer vi os filmes. Simplesmente, não tenho muito interesse nessa história.
  1. Que livro era suposto gostares mas acabaste desapontado? Qual foi o último livro que marcaste como DNF?
    Anexos de Rainbow Rowell. Estava com algumas expectativas em relação ao livro porque ouvi falar muito bem da autora e até da própria história, mas acabei por não gostar muito. Estava sempre no mesmo, não havia desenvolvimento e depois aquele final então… Não gostei muito.
    Último livro marcado com DNF foi: “Férias em Saint-Tropez” de Elizabeth Adler. Não sei porquê mas não consigo acabar o livro. Já peguei nele algumas vezes e não consigo chegar ao fim. Não sei muito bem porquê.
  1. Que tipo de histórias te atraem? E quais são aquelas de que te mantens afastado?
    Adoro romances, new adult, chick-lits, policiais e thrillers. São aqueles géneros que me sinto mais à vontade e que consigo devorar num instante.
    Mantenho-me afastada de fantasias e distopias porque não gosto desse tipo de leitura. O género de não ficção, também não vou muito. E leituras sobre o holocausto também me tento manter afastada porque sei que me vou emocionar e revoltar ao ler esse tipo de histórias e, por isso, tentar evitar.
  1. Se pudesses recomendar ao Presidente um livro para ele ler qual seria?
    Um livro que aconselharia ao Presidente era o “Confissões” de Kanae Minato. É um thriller, com a sua quota parte de mistério e que eu acho que ele ia gostar de ler nos seus tempos livres.
  1. O que planeias ler a seguir?
    “O Contágio” de Megan Abbott.

Estas foram as minhas respostas a esta tag. Espero que tenham gostado.
Sintam-se todos à vontade para a fazer.

Até à próxima 😀

 

Resumo | Agosto’17

Wrap-Up Agosto'17

Como assim já estamos em setembro? O tempo está a passar muito rápido ou só eu é que tenho esta impressão?
Hoje trago-vos o meu resumo do mês de Agosto. Foi fraco em termos de leituras, só li um livro este mês e comecei outro, mas ainda não o terminei.
Em termos de aquisiões, comprei um livro no OLX e do qual estou com curiosidade para ler.
O melhor deste mês foram mesmo os filmes e séries. Vi 9 filmes e 5 séries. Nada mau, pois não? 😀

Livros lidos: 1
Páginas: 416

Leituras:

Aquisição do mês:

Filmes:

Lote 1

Lote 2

Lote 3

Séries:

Lote series

Este foi o meu mês de Agosto e o vosso como é que foi?
Até a próxima 😀

Opinião | A Princesa do Gelo – Camilla Lackberg

#CurrentlyReading

Fiquei a conhecer este livro através de uma professora de biologia do secundário. Quando eu e a minha melhor amiga lhe perguntamos se era interessante ela disse que sim e que se tratava de um policial nórdico. Fiquei logo curiosa, pois nunca tinha lido nada do género, mas o tempo foi passando e acabei por me esquecer.
Agora, de modo a diversificar as minhas leituras, normalmente só leio romances e new adult, lembrei-me desse episódio e decidi arriscar.

A intriga passa-se em Fjallbacka uma localidade situada na Suécia onde Alexandra Wijkner foi encontrada morta na banheira de sua casa, com os pulsos cortados, aparentando um possível suicídio.
Quem descobre o cadáver é Erica Falck, uma amiga de infância de Alex, que regressou recentemente às suas origens para tratar dos pertences dos seus pais que faleceram. Alexandra tinha cortado qualquer tipo de contacto com a amiga, mas isso não impediu que Erica investigasse o porquê daquela tragédia.
Juntamente com o detetive e também seu conhecido de há muitos anos, Patrick Hedstrom, vão desvendar toda a história por detrás deste caso.
Quando descobrem que Alex estava grávida, muitos segredos escondidos virão ao de cima e acontecimentos de há já muitos anos serão desenterrados.

Analisando este livro ele só tem seis capítulos, mas cada um com grande número de páginas. Ora para alguém como eu que ao ler um livro gosta de chegar ao fim do capítulo, aqui tive de interromper a leitura a meio.
As primeiras páginas foram de leitura lenta, pois parecia que a história não saia do sítio, porém à medida que as provas iam surgindo tornou-se mais fácil e empolgante de ler. Quando as personagens descobriam algo importante para o desenrolar da investigação não nos era logo revelado o que era, foi algo que não gostei muito, só mais à frente na história é que sabíamos o que tinham descoberto. Sim, eu sei que nos aguça a curiosidade e deixa-nos a pensar, mas não deixa de ser um pouco frustrante.
A autora optou por nos contar a história com diferentes pontos de vista o que até é algo que me agrada, mas, por vezes, ficava confusa sobre quem é que estava a narrar.

Para primeiro contacto com a escrita de Camilla, simples e clara, foi uma leitura agradável, as personagens bem construídas (se bem que algumas tiravam-me do sério) e todo um enredo que nos faz ficar agarrados ao livro para saber o que se vai passar a seguir, pois pensamos que vai acontecer uma determinada coisa e a escritora surpreende-nos.

Recomendo a ler e a tirarem as vossas conclusões. Este é o primeiro livro que se integra na série Patrick Hedstrom. É como uma apresentação das personagens para os próximos livros.

Título Original: Isprinsessan – Camilla Lackberg
Titulo em Português: A Princesa do Gelo – Camilla Lackberg
Editora: Leya (Maio de 2014)
ISBN: 978-989-660-237-6

Classificação

Opinião| “Um Caso Perdido” – Colleen Hoover

Caso perdido

Acabei há poucas horas de ler “Um caso perdido” e tive de escrever a minha opinião. Não sei muito bem o que irá sair daqui, pois estou com as emoções à flor da pele e a única coisa que me sai é: “Uau! Que livro! Que história! Não estava nada à espera disto!”
Não li sinopses nem opiniões porque queria ir completamente às cegas e ser surpreendida, e acabei por o ser.

Agora consigo entender todo o burburinho em volta da Colleen e dos seus livros. Este foi o primeiro que li dela e se todos os outros forem assim, então entra para o top das minhas escritoras favoritas (bem, acho que não preciso de esperar para ler os próximos, já entrou :P)

Tenho alguns pontos para abordar sobre este livro, mas não sei por onde começar. Se calhar pelo início, e pelo início refiro-me mesmo ao começo do livro. Achei interessante a forma como a Colleen iniciou a trama, dando-nos uma passagem avançada da história em que não percebemos nada, mas que mais tarde nos vamos lembrar dela e ver o quão importante é. Logo aí, dá-nos um incentivo e desperta-nos curiosidade para saber o desenvolvimento da história.
Em relação às personagens, o que dizer? A Sky é uma rapariga de 17 anos, e com quem criamos uma ligação instantânea, pelo menos foi o que aconteceu comigo, e o Holder um rapaz de 18 anos e com uma reputação duvidosa que depois de o conhecer faz derreter o coração de qualquer rapariga.

“Assim que os meus lábios tocarem nos teus, esse vai ser, sim, o teu primeiro beijo. Porque se nunca sentiste nada enquanto alguém te beijava, então é porque nunca ninguém te beijou de verdade. Não da maneira como eu tenciono beijar-te.”

A amizade, a química e a cumplicidade que vemos crescer entre os dois é fantástica e a autora conseguiu descrever muito bem a união que havia entre eles. A maneira como eles comunicavam um com o outro era simplesmente maravilhoso.

“… mas porque nunca imaginei que duas pessoas pudessem ter uma ligação tão íntima e que seria possível sentir de uma maneira tão avassaladora o quanto isso faz sentido.”

Ao longo do livro, acabamos por nos ligar às personagens sentindo cada palavra, cada gesto, cada olhar entre a Sky e o Holder. Depois de todas as adversidades que eles têm de enfrentar, ambos são o porto de abrigo um do outro.

Este romance é intenso, tocante, que nos arranca gargalhadas e que ficamos viciados, pois queremos saber mais e mais. E, principalmente, faz-nos refletir sobre os temas dolorosos que são abordados de uma forma delicada.
Muito mais havia por dizer e desvendar, mas quero deixar-vos a vocês, leitores, aquele prazer de pegar no livro e desfrutar da história comovente entre este casal de adolescentes.
Se aconselho a comprarem o livro? Mas é claro… que sim!! Corram à livraria mais próxima e comprem porque não se vão de todo arrepender.

Quero muito o livro seguinte “Uma Nova Esperança” narrado pelo Holder. Se adorei este, então o próximo acho que ainda vou gostar mais.

     Título Original: Hopeless by Colleen Hoover
Titulo em Português: Um Caso Perdido –  Colleen Hoover
Editora: Topseller (Agosto de 2014)
ISBN: 978-989-8626-50-9

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Opinião | Empurrado para o Pecado – Monica James

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Antes de mais, devo dizer que esta duologia foi uma das melhores que já li. A história e as personagens são autenticas e assemelham-se bastante à realidade. Não é tudo demasiado perfeito e superficial.

Este livro continua o assunto que ficou pendente no anterior, a chantagem de Juliet. Dixon é quase “obrigado” a ceder à chantagem para proteger a pessoa com que mais se preocupa e a quem pertence verdadeiramente o seu coração, Madison. Muitas são as situações em que se mete e que tem dificuldade em sair delas.

“Perder um pedaço da minha alma vale a pena pela rapariga que faz que toda a minha existência valha a pena.”

As personagens, a meu ver, evoluiram um pouco mais neste livro, Dixon reconhece que não foi a melhor decisão omitir a verdade a Madison sobre aquilo que fez para protegê-la. Temos um doutor mais maduro e com certezas daquilo que sente. Confiança é a chave para uma relação perfeita. Teria corrido tudo melhor se contasse a verdade.

“Porque, às vezes, precisamos de acreditar que perdemos tudo para apreciar o que temos.”

Quanto a Madison, aquela rapariga, que no início parecia frágil e insegura, devido ao passado que a assombrou até então, tornou-se agora numa mulher madura, forte e segura de si própria, alcançando os objetivos que tinha para cumprir. Conseguiu aos poucos ultrapassar os medos e receios que sentia.

Algo que eu adorei foram as intervenções de Finch e de Hunter, os melhores amigos de Dixon. As conversas e as piadas entre eles eram bastante comicas. A camaradagem com que se apoiavam uns aos outros, independentemente, se concordavam ou não com as decisões tomadas era espetacular.

Como podem ver gostei muito deste livro. Recomendo bastante. Vão rir, querer bater em algumas das personagens e saber como é que vai acabar, acabando por não resistir aos encantos dos protagonistas e da história.

Classificação: 5/5 estrelas

Opinião do livro anterior (aqui)

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